segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Lista de exercícios – Trovadorismo



TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.
(Unesp 2004) Cantiga

Bailemos nós já todas três, ai amigas,
So aquestas avelaneiras frolidas, (frolidas = floridas)
E quem for velida, como nós, velidas, (velida = formosa)
Se amigo amar,
So aquestas avelaneiras frolidas (aquestas = estas)
Verrá bailar. (verrá = virá)

Bailemos nós já todas três, ai irmanas, (irmanas = irmãs)
So aqueste ramo destas avelanas, (aqueste = este)
E quem for louçana, como nós, louçanas, (louçana = formosa)
Se amigo amar,
So aqueste ramo destas avelanas (avelanas = avelaneiras)
Verrá bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr'al non fazemos, (mentr'al = enquanto outras coisas)

So aqueste ramo frolido bailemos,
E quem bem parecer, como nós parecemos (bem parecer = tiver belo aspecto)

Se amigo amar,
So aqueste ramo so lo que bailemos
Verrá bailar.
            (Aires Nunes, de Santiago. In: SPINA, Segismundo. Presença da Literatura Portuguesa - I. Era Medieval. 2ª ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1966.)

Confessor Medieval
(1960)
Irias à bailia com teu amigo,
Se ele não te dera saia de sirgo? (sirgo = seda)

Se te dera apenas um anel de vidro
Irias com ele por sombra e perigo?

Irias à bailia sem teu amigo,
Se ele não pudesse ir bailar contigo?

Irias com ele se te houvessem dito
Que o amigo que amavas é teu inimigo?

Sem a flor no peito, sem saia de sirgo,
Irias sem ele, e sem anel de vidro?

Irias à bailia, já sem teu amigo,
E sem nenhum suspiro?
            (Cecília Meireles. Poesias completas de Cecília Meireles - v. 8. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.)
1. Tanto na cantiga como no poema de Cecília Meireles verificam-se diferentes personagens: um eu-poemático, que assume a palavra, e um interlocutor ou interlocutores a quem se dirige. Com base nesta informação, releia os dois poemas e, a seguir,
a) indique o interlocutor ou interlocutores do eu-poemático em cada um dos textos.
b) identifique, em cada poema, com base na flexão dos verbos, a pessoa gramatical utilizada pelo eu-poemático para dirigir-se ao interlocutor ou interlocutores.

2. A leitura da cantiga de Aires Nunes e do poema Confessor Medieval, de Cecília Meireles, revela que este poema, mesmo tendo sido escrito por uma poeta modernista, apresenta intencionalmente algumas características da poesia trovadoresca, como o tipo de verso e a construção baseada na repetição e no paralelismo.
Releia com atenção os dois textos e, em seguida,
a) considerando que o efeito de paralelismo em cada poema se torna possível a partir da retomada, estrofe a estrofe, do mesmo tipo de frase adotado na estrofe inicial (no poema de Aires Nunes, por exemplo, a retomada da frase imperativa), aponte o tipo de frase que Cecília Meireles retomou de estrofe a estrofe para possibilitar tal efeito.
b) estabeleça as identidades que há entre o terceiro verso da cantiga de Aires Nunes e o terceiro verso do poema de Cecília Meireles no que diz respeito ao número de sílabas e às posições dos acentos.

3. As cantigas que focalizam temas amorosos apresentam-se em dois gêneros na poesia trovadoresca: as "cantigas de amor", em que o eu-poemático representa a figura do namorado (o "amigo"), e as "cantigas de amigo", em que o eu-poemático representa a figura da mulher amada (a "amiga") falando de seu amor ao "amigo", por vezes dirigindo-se a ele ou dialogando com ele, com outras "amigas" ou, mesmo, com um confidente (a mãe, a irmã, etc.). De posse desta informação,
a) classifique a cantiga de Aires Nunes em um dos dois gêneros, apresentando a justificativa dessa resposta.
b) identifique, levando em consideração o próprio título, a figura que o eu-poemático do poema de Cecília Meireles representa.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
(Unesp 95) SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO
                                                                  
            Sedia la fremosa seu sirgo torcendo,
            Sa voz manselinha fremoso dizendo
            Cantigas d'amigo.

            Sedia la fremosa seu sirgo lavrando,
            Sa voz manselinha fremoso cantando
            Cantigas d'amigo.

            - Par Deus de Cruz, dona, sey que avedes
            Amor muy coytado que tan ben dizedes
            Cantigas d'amigo.

            Par Deus de Cruz, dona, sey que andades
            D'amor muy coytada que tan ben cantades
            Cantigas d'amigo.

            - Avuytor comestes, que adevinhades,
                  (Estêvão Coelho, Cantiga n°321 - CANC. DA VATICANA)

     ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO
                             (paráfrase de Cleonice Berardinelli)

            Estava a formosa seu fio torcendo,
            Sua voz harmoniosa, suave dizendo
            Cantigas de amigo.

            Estava a formosa sentada, bordando,
            Sua voz harmoniosa, suave cantando
            Cantigas de amigo.

            - Por Jesus, senhora, vejo que sofreis
            De amor infeliz, pois tão bem dizeis
            Cantigas de amigo.

            Por Jesus, senhora, eu vejo que andais
            Com penas de amor, pois tão bem cantais
            Cantigas de amigo.

            - Abutre comeste, pois que adivinhais.
            (in BERARDINELLI, Cleonice. CANTIGAS DE TROVADORES MEDIEVAIS EM POTUGUÊS MODERNO. Rio de Janeiro: Organ. Simões, 1953, pp. 58-59.)

4. O paralelismo é um dos recursos estilísticos mais comuns na poesia lírico-amorosa trovadoresca. Consiste na ênfase de uma ideia central, às vezes repetindo expressões idênticas, palavra por palavra, em séries de estrofes paralelas. A partir destas observações, releia o texto de Estêvão Coelho e responda:
a) O poema se estrutura em quantas séries de estrofes paralelas? Identifique-as.
b) Que ideias centrais são enfatizadas em cada série paralelística?

5. Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens; considerando-se que a palavra "abutre" grafava-se "avuytor", em português arcaico; e considerando-se que, de acordo com a tradição popular da época, era possível fazer previsões e descobrir o que está oculto, comendo carne de abutre, mediante estas três considerações:
a) Identifique o personagem que se expressa em discurso direto, no último verso do poema;
b) Interprete o significado do último verso, no contexto do poema.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Unifesp 2002)

TEXTO I:
Ao longo do sereno
Tejo, suave e brando,
Num vale de altas árvores sombrio,
Estava o triste Almeno
Suspiros espalhando
Ao vento, e doces lágrimas ao rio.
            (Luís de Camões, "Ao longo do sereno".)

TEXTO II:
Bailemos nós ia todas tres, ay irmanas,
so aqueste ramo destas auelanas
e quen for louçana, como nós, louçanas,
se amigo amar,
so aqueste ramo destas auelanas
uerrá baylar.
            (Aires Nunes. In Nunes, J. J., "Crestomatia arcaica".)

TEXTO III:     
Tão cedo passa tudo quanto passa!
morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.
            (Fernando Pessoa, "Obra poética".)

TEXTO IV:
Os privilégios que os Reis
Não podem dar, pode Amor,
Que faz qualquer amador
Livre das humanas leis.
mortes e guerras cruéis,
Ferro, frio, fogo e neve,
Tudo sofre quem o serve.
            (Luís de Camões, "Obra completa".)

TEXTO V:
As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...)
            (Mário de Sá Carneiro, "Poesias".)

6. A alternativa que indica texto que faz parte da poesia medieval da fase trovadoresca é
a) I.                 b) II.                c) III.               d) IV.              e) V.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Faap 96) SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
                                                (Vinícius de Morais)

 7. Releia com atenção a última estrofe:
Fez-se de amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Tomemos a palavra AMIGO. Todos conhecem o sentido com que esta forma lingüística é usualmente empregada no falar atual. Contudo,  na Idade Média, como se observa nas cantigas medievais, a palavra AMIGO significou:
a) colega                     b) companheiro                      c) namorado                d) simpático                e) acolhedor

8. (Mackenzie 97) Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das cantigas de amor.
a) O ambiente é rural ou familiar.
b) O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem quem fala.
c) Têm origem provençal.
d) Expressam a "coita" amorosa do trovador, por amar uma dama inacessível.
e) A mulher é um ser superior, normalmente pertencente a uma categoria social mais elevada que a do trovador.

9. (Mackenzie 98) Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é INCORRETO afirmar que:
a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas.
b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade.
c) pode ser dividida em lírica e satírica.
d) em boa parte de sua realização, teve influência provençal.
e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu-lírico feminino.

10. (Unesp 89) Assinale a alternativa INCORRETA com relação à Literatura Portuguesa:
a) O ambiente das cantigas de amor é sempre o palácio, com o trovador declarando seu amor por uma dama (tratada de "senhor", isto é, senhora). Daí o relacionamento respeitoso, cortês, dentro dos mais puros padrões medievais que caracterizam a vassalagem, a servidão amorosa.
b) o teatro vicentino é basicamente caracterizado pela sátira, criticando o comportamento de todas as camadas sociais: a nobreza, o clero e o povo. Gil Vicente não tem preocupação de fixar tipos psicológicos, e sim a de fixar tipos sociais.
c) o marco inicial do Romantismo em Portugal é a publicação do poema "Camões". Todavia, a nova estética literária só viria a se firmar uma década depois com a Questão Coimbrã, quando se aceitou o papel revolucionário da nova poesia e a independência dos novos poetas em relação aos velhos mestres.
d) Eça de Queirós, em sua obra, dedica-se a montar um vasto painel da sociedade portuguesa, retratada em seus múltiplos aspectos: a cidade provinciana; a influência do clero; a média e a alta burguesia de Lisboa; os intelectuais e a aristocracia.

e) A mais rica, densa e intrigante faceta da obra de Fernando Pessoa diz respeito ao fenômeno da heteronímia que deu aos poetas Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos biografias, características, traços de personalidade e formação cultural diferentes.

Respostas - Modernismo 3ª Fase - Geração de 1945

GABARITO:
1e                         6-a                       11-d
2-b                       7-a                       12-b            
3-b                       8-b                       13-a
4-d                        9-e                      
5-a                        10-e

domingo, 17 de janeiro de 2016

3ª Fase do Modernismo

1-( Fuvest-1994)
"Será que eu enriqueceria este relato se usasse alguns difíceis termos técnicos? Mas aí que está: esta história não tem nenhuma técnica, nem de estilo, ela é ao deus-dará. Eu que também não mancharia por nada deste mundo com palavras brilhantes e falsas uma vida parca como a da datilógrafia."
            (CLARICE LISPECTOR, 'A Hora da Estrela')

Em A Hora da estrela, o narrador questiona-se quanto ao modo e, até, à possibilidade de narrar a história. De acordo com o trecho acima, isso deriva do fato de ser ele um narrador
a) iniciante, que não domina as técnicas necessárias ao relato literário.
b) pós-moderno, para quem as preocupações de estilo são ultrapassadas.
c) impessoal, que aspira a um grau de objetividade máxima no relato.
d) objetivista, que se preocupa apenas com a precisão técnica do relato.
e) autocrítico, que percebe a inadequação de um estilo sofisticado para narrar a vida popular.







2-(Fuvest-1991)
João Guimarães Rosa, em Sagarana, permite ao leitor observar que:
a) explora o folclórico do sertão.
b) em episódios muitas vezes palpitantes surpreende a realidade nos mais leves pormenores e trabalha a linguagem com esmero.
c) limita-se ao quadro do regionalismo brasileiro.
d) é muito sutil na apresentação do cotidiano banal do jagunço.
e) é intimista hermético.

3-(UEL)
Enquanto o Brasil modernizava-se e industrializava-se, nos anos do chamado "desenvolvimentismo", este romance - sem abrir mão de uma linguagem revolucionariamente moderna - mergulhou fundo tanto nas experiências concretas quanto no imaginário dos homens rústicos de uma região até então pouco representada em nossa literatura.

O período acima refere-se a
a) GABRIELA, CRAVO E CANELA.
b) GRANDE SERTÃO: VEREDAS.
c) MACUNAÍMA.
d) OS SERTÕES.
e) USINA.


4-(UECE)
OBSERVE:

"Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem, não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço; gosto, desde mal em minha mocidade. Daí vieram me chamar. Causa de um bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser-se viu -; e com máscara de cachorro. Me disseram: eu não quis avistar."
                        (Guimarães Rosa / GRANDE SERTÃO, VEREDAS)

O texto anterior, apesar de curto, contém muitas características do estilo do autor, entre as quais:
É traço do Modernismo brasileiro:
a) o conformismo temático e estilístico
b) rigidez formal, principalmente na poesia
c) apego a temas bíblicos e formas parnasianas
d) liberdade de expressão no conteúdo e na forma

5-(Mackenzie)
"O período de 1930 a 1945 registrou a estréia de alguns dos nomes mais significativos do romance brasileiro. Assim é que, refletindo o mesmo momento histórico e apresentando as mesmas preocupações dos poetas da década de 30, encontramos autores que produzem uma literatura de caráter mais construtivo, de maturidade, aproveitando as conquistas da geração de 1922 e sua prosa inovadora."

Não pertence ao período acima:
a) Clarice Lispector.
b) Rachel de Queiroz.
c) José Lins do Rego.
d) Graciliano Ramos.
e) Jorge Amado.

6-(UEL)
O senhor tolere, isto é o sertão.  Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora e dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia. Toleima. (...) Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda a parte.

O fragmento acima ilustra o tema e o estilo que notabilizaram
a) João Guimarães Rosa.
b) José Lins do Rego.
c) Graciliano Ramos.
d) Jorge Amado.
e) João Cabral de Melo Neto.

7-(UFRS)
GRANDE SERTÃO: VEREDAS rompe com a narrativa conhecida como Romance de 30 e estabelece um novo padrão para a narrativa longa brasileira. Entretanto, a obra de Guimarães Rosa NÃO rompe com
a) a ambientação preferencialmente rural.
b) o foco narrativo na terceira pessoa.
c) a crítica ao latifúndio.
d) a denúncia social.
e) a linguagem enxuta e discreta.

8-(UFRS)
Seus romances, como PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM ou A PAIXÃO SEGUNDO G.H., têm em comum com a obra de Guimarães Rosa a inovação formal e o cuidado com a linguagem.
A afirmativa se refere a
a) Raquel de Queirós.
b) Clarice Lispector.
c) Nélida Piñon.
d) Lya Luft.
e) Ana Miranda.

9-(PUC-MG)
Assinale a alternativa que apresenta correspondência correta entre a temática e o conto de Guimarães Rosa:
a) busca religiosa ("Seqüência")
b) sedução ante a realidade ("As margens da alegria")
c) racismo ("A menina de lá")
d) metalinguagem ("A terceira margem do rio")
e) memorialismo ("Nenhum, nenhuma")

10-(FUVEST)
"Será que eu enriqueceria este relato se usasse alguns difíceis termos técnicos? Mas aí que está: esta história não tem nenhuma técnica, nem de estilo, ela é ao deus-dará. Eu que também não mancharia por nada deste mundo com palavras brilhantes e falsas uma vida parca como a da datilógrafia."
            (CLARICE LISPECTOR, 'A Hora da Estrela')

Em A Hora da estrela, o narrador questiona-se quanto ao modo e, até, à possibilidade de narrar a história. De acordo com o trecho acima, isso deriva do fato de ser ele um narrador
a) iniciante, que não domina as técnicas necessárias ao relato literário.
b) pós-moderno, para quem as preocupações de estilo são ultrapassadas.
c) impessoal, que aspira a um grau de objetividade máxima no relato.
d) objetivista, que se preocupa apenas com a precisão técnica do relato.
e) autocrítico, que percebe a inadequação de um estilo sofisticado para narrar a vida popular.

11-(UEL)
No poema MORTE E VIDA SEVERINA, podem-se reconhecer as seguintes características da poesia de João Cabral de Melo Neto:
a) sátira aos coronéis do Nordeste e versos inflamados.
b) experimentalismo concretista e temática urbana.
c) memorialismo nostálgico e estilo oral.
d) personagens da seca e linguagem disciplinada.
e) descrição de paisagens e intenso subjetivismo.

12-(UNITAU)
Nesse poeta se reconhece grande apuro formal; é o autor de "A Educação pela Pedra", "Uma Faca só Lâmina", "Morte e Vida Severina". É seu o poema "Tecendo a Manhã":
“Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos. / De um que apanhe esse grito que ele / e o lance a outro; de um outro galo / que apanhe o grito que um galo antes /e o lance a outro; e de outros galos/ que com muitos outros galos se cruzem /os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã”,
desde uma tênue teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos (...)"

Trata-se de:
a) Vinícius de Moraes.
b) João Cabral de Melo Neto.
c) Cassiano Ricardo.
d) Augusto dos Anjos.
e) Guilherme de Almeida.

13-(FEI)
Leia com atenção:
 "Trata-se do último livro publicado par Clarice Lispector, em vida, em 1977.  A personagem protagonista é Macabea que acumula em seu corpo franzino todas as formas de repressão cultural, o que a deixa alheada de si e da sociedade."

As afirmações acima referem-se à obra:
a) "A Hora da Estrela"
b) "Perto do Coração Selvagem"
c) "A maçã no escuro".
d) "A Paixão Segundo G. H."
e) "Laços de Família"


Respostas

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Conjunções

Exercício
Circule e classifique as conjunções das orações abaixo:

1.       O tambor soa porque é oco.
2.       A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.
3.       Por mais que gritasse, não me ouviam.
4.       Se o conhecesses, não os condenarias.
5.       Vim hoje, conforme lhe prometi.
6.       Fazia tanto frio, que meus dedos estavam endurecidos.
7.       Aproximei-me a fim de que me ouvissem melhor.
8.       À medida que se vive, mais se aprende.
9.       Quando os tiranos caem, os povos se levantam.
10.    Parou perplexo como se esperasse um guia.
11.    Não serás bom médico se não estudares muito.
12.    De tal sorte a cidade crescia, que não a reconhecia mais.
13.    Segundo opinam alguns, a história se repete.
14.     Fiz-lhe sinal para que se calasse.
15.    Embora tivesse estudado, fui reprovado.
16. A tempestade derrubou árvores e arrancou as cercas.
17. Ora desaba a tempestade, ora o sol ilumina as flores.
18.  “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta.”
19. Proteja-se, porque a chuva será violenta.
20. Choveu muito; haverá, portanto, uma farta colheita.

domingo, 25 de outubro de 2015

Exercícios de Morfologia

Exercícios de Morfologia

1. Assinale a alternativa sem desinência modo-temporal:
a) aplaudias;   c) faltarás;  b) acordo;  d) vendam;    e) cobrasses.

2. Assinale o INCORRETO quanto à análise mórfica da forma verbal DEIXARA:
a) deix - radical;
b) a - (o primeiro) - vogal temática;
c) deixa - tema;
d) ra - desinência  modo- temporal;
e) a - (o segundo) - desinência número-pessoal.

3. Marque as alternativas em que a palavra apresente consoante ou vogal de ligação:
A) infelicidade
B) capinzal
C) casebre
D) cabeleira
E) costureira

4. Marque a única alternativa que apresenta uma afirmação incorreta quanto à segmentação mórfica.
A) em apostilA, temos destacada uma vogal temática.
B) em tabacARIA, temos uma desinência modo-temporal.
C) em pauLada, temos uma consoante de ligação.
D) peru trata-se de um nome atemático.
E) em alvarÁ, temos uma vogal temática.

05. Os elementos mórficos sublinhados estão corretamente classificados nos parênteses, exceto em:
a) aluna (desinência de gênero);
b) estudássemos (desinência modo-temporal);
c) reanimava (desinência número-pessoal);
d) deslealdade (sufixo);
e) agitar (vogal temática).

6. Tendo em vista a estrutura das palavras, o elemento sublinhado está ncorretamente classificado nos parênteses em:
a) velha (desinência de gênero);
b) legalidade (vogal de ligação);
c) perdeu (tema);
d) organizara (desinência modo-temporal);
e) testemunharei (vogal temática).

7. "Achava natural que as gentilezas da esposa chegassem a cativar um homem". Os elementos constitutivos da forma verbal grifada estão analisados corretamente, exceto:
a) CHEG - radical;
b) A - vogal temática;
c) CHEGA - tema;
d) SSE - sufixo formador de verbo;
e) M - desinência número-pessoal.




sábado, 24 de outubro de 2015

Morfologia - desinências verbais



Para Evanildo Bechara, em seu emprego clássico, o pretérito mais-que-perfeito "denota uma ação anterior a outra já passada"1, e isso se pode observar com facilidade em exemplo de autor inquestionável: "No dia seguinte, antes de me recitar nada, explicou-me o capitão que só por motivos graves abraçara a profissão marítima..." (Machado de Assis).
Em segunda possibilidade de emprego, o pretérito mais-que-perfeito pode, sem correlação com outra ação passada, denotar um fato vagamente situado no passado, como se dá no seguinte exemplo: "Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos" (Monteiro Lobato).




O futuro do pretérito é usado:

1. Para falar de um acontecimento futuro em relação a outro, já ocorrido:
Marta falou que não chegaria para o almoço.
Achávamos que eles trariam o jantar.
“Perguntaram a Cupido, que ali estava,
Qual de aquelas três flores tomaria
Por mais suave e pura, e mais formosa.” (Camões,1981)
Ele garante que poderia fazer o dever de casa.
Ele dirá ao chefe que conseguiria realizar o serviço.

2. Para falar sobre um fato que poderá ou não ocorrer, dependendo de determinada condição. Tais sentenças condicionadas (if senteces) vêm sempre acompanhadas de outra, cujo verbo principal é conjugado no imperfeito do subjuntivo:
Se pudesse escolher, quem você levaria para uma ilha deserta?
Eu nunca faria isso se eu fosse você.

3. Para falar sobre fato incerto, fazendo hipóteses ou suposições:
Quem seria aquela mulher toda agasalhada em pleno verão do Rio de Janeiro?
João anda muito estranho. Estaria preocupado com algo?

4. Para falar com surpresa ou indignação sobre um evento:
Surpresa: Eles se divorciaram de uma hora para outra? Pareciam tão felizes juntos! Quem diria!
Eles viajarão de avião tendo tanto medo de voar? Jamais imaginaria isso.
Indignação: O quê? Ela rouba todo o dinheiro da mãe? Ela não faria uma coisa dessas!

5. Para dar sugestões e fazer pedidos de maneira mais educada:
Tenho notado que você sempre chega atrasado à aula. Acho que você deveria acordar mais cedo.

Por favor, você poderia repetir o que acaba de dizer?